Tudo que você precisa saber sobre o uso de anti-inflamatórios

Provavelmente você já deve ter ouvido falar ou até mesmo deve ter utilizado medicamentos com ação anti-inflamatória. Esses fármacos são frequentemente receitados para combater inflamações diversas, como na garganta ou nas articulações.

Publicado por Grupo Biocentro
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Tudo que você precisa saber sobre o uso de anti-inflamatórios

Provavelmente você já deve ter ouvido falar ou até mesmo deve ter utilizado medicamentos com ação anti-inflamatória. Esses fármacos são frequentemente receitados para combater inflamações diversas, como na garganta ou nas articulações.

Entretanto, no mercado farmacêutico há inúmeras marcas com componentes e princípios ativos diferentes, variando o potencial de ação e os efeitos colaterais desses compostos. Por isso é necessária a prescrição médica para o seu uso correto e seguro.

Neste artigo você vai descobrir tudo o que precisa saber sobre o uso de anti-inflamatórios, desde seus compostos até a forma como eles atuam no organismo. Acompanhe!

O que são anti-inflamatórios?

Anti-inflamatórios são medicamentos constituídos por substâncias capazes de reduzir e combater uma inflamação causada por uma agressão tecidual no organismo.

O processo inflamatório é uma resposta do sistema imunológico quando acontece alguma lesão ou infecção. Assim, ocorre o aumento do fluxo sanguíneo no local atingido e substâncias são liberadas para combater o agente agressor.

O anti-inflamatório tem a função de impedir ou amenizar esse processo, aliviando os sintomas como dor, calor, inchaço e vermelhidão.

Além disso, dependendo do tipo de patologia e o grau de inflamação, a composição desses fármacos também pode variar.

Qual é a composição dos anti-inflamatórios?

Os anti-inflamatórios podem ser divididos em dois grupos, que são:

1. Esteroidais ou hormonais

São provenientes de corticoides e cortisona, hormônios produzidos e secretados pela glândula suprarrenal. São utilizados em casos mais graves de inflamação, como em dores agudas e crônicas — como asma e tuberculose.

Eles atuam inibindo o processo inflamatório e podem ser encontrados em medicamentos como Prednisona, Metilprednisolona, entre outros.

Seus efeitos colaterais envolvem tanto sintomas mais amenos como problemas graves. Esse tipo de anti-inflamatório , quando utilizado por longo período, pode causar:

  • hipertensão;
  • edemas;
  • diminuição da função do fígado e
  • supressão da atividade dos rins.

Esses sintomas podem persistir por anos, mesmo após o término do tratamento ou uso.

A retirada abrupta no tratamento pode causar:

  • insuficiência renal aguda;
  • hipotensão e
  • óbito.

Outros sintomas que podem ocorrer com seu uso são: dores musculares, febre, rinite, artralgia, nódulos na pele, conjuntivite e perda de peso.

2. Não esteroidais (AINES)

Têm a função de impossibilitar a substância prostaglandina, originada a partir da enzima ciclo-oxigenase (COX), de realizar o processo inflamatório. São utilizados no tratamento de inflamações mais simples, em dores leves e moderadas, tais como dor de garganta, dor de cabeça e dores musculares.

Podem ser encontrados em medicamentos como Ibuprofeno, Diclofenaco de potássio e outros.

Seus efeitos colaterais incluem:

  • distúrbios gastrointestinais;
  • diarreias;
  • retenção de sódio;
  • edema;
  • hipertensão arterial;
  • vômitos;
  • distúrbios da função plaquetária;
  • prolongamento da gestação;
  • parto espontâneo;
  • hepatite;
  • urticária;
  • Síndrome de Steven-Johnson;
  • vertigem;
  • cefaleia;
  • convulsões, e outros.

Assim, a diferença entre os dois grupos está relacionada ao potencial de ação e aos efeitos colaterais que provocam.

Como essas substâncias atuam no organismo?

Assim que absorvidos pelo organismo, esses medicamentos apresentam ação e efeitos como antipirético (redução da febre), analgésico (alívio e diminuição da dor) e também anti-inflamatório. Em condições mais graves, é realizada a aplicação intravenosa.

Embora os anti-inflamatórios sejam benéficos para o organismo, quando a dose é excessiva eles podem causar alguns sintomas desagradáveis.

Quais são os riscos da superdosagem?

Em caso de superdosagem de anti-inflamatórios o médico deverá ser informado imediatamente, pois podem ocorrer desde sintomas moderados como vômitos, náusea e tontura até sintomas mais graves, como hipotermia, alterações neurológicas, perda da consciência, hipertensão e insuficiência respiratória. Nesses casos o tratamento poderá ser realizado por lavagem estomacal.

Vale ressaltar que, caso você sinta a necessidade de fazer uso de anti-inflamatórios, não se automedique, pois isso poderá causar riscos à sua saúde. Cada medicamento possui uma contraindicação, e caso seu organismo seja sensível à fórmula, os efeitos podem ser ainda mais graves.

É essencial procurar a orientação de um médico para que ele possa informar qual substância e dosagem deve ser administrada em cada caso. A utilização de anti-inflamatórios errados pode não trazer o efeito desejado e ainda agravar o problema, ou mascará-lo, interferindo no diagnóstico exato e tratamento.

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