Omeprazol: entenda para o que realmente serve

Quem já teve dores de estômago e gastrite já deve ter ouvido a recomendação de tomar um omeprazol para aliviar o desconforto. Este medicamento, que se tornou mais popular e acessível nos últimos anos, realmente é feito para ajudar a prevenir e diminuir sintomas de problemas estomacais e no sistema digestório.

Publicado por Grupo Biocentro
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Omeprazol: entenda para o que realmente serve

Quem já teve dores de estômago e gastrite já deve ter ouvido a recomendação de tomar um omeprazol para aliviar o desconforto. Este medicamento, que se tornou mais popular e acessível nos últimos anos, realmente é feito para ajudar a prevenir e diminuir sintomas de problemas estomacais e no sistema digestório.

Porém, como todo remédio, é preciso conhecer bem sua composição e ter cuidados. Alguns medicamentos são utilizados em excesso, principalmente por automedicação e pela facilidade de realizar a sua compra. Pensando nisto, preparamos o texto de hoje! Conheça os efeitos e saiba mais sobre o omeprazol! Afinal, omeprazol para que serve?

Para quê é usado?

O omeprazol é receitado por médicos para tratar geralmente casos de gastrite, irritações no estômago e inflamações causadas por bactérias. Este remédio é recomendado, portanto, para tratar problemas como refluxo, gastrite, úlceras no estômago e duodeno. Ele também é eficaz no tratamento de esofagite, causada por refluxo ou inflamações.

O omeprazol também pode ser usado em conjunto com outras drogas para aliviar possíveis desconfortos, caso seja necessário ingerir muitos remédios frequentemente. Apesar de ser muito eficiente para problemas estomacais, o omeprazol não alivia azia. Esta deve ser tratada com medicamentos específicos, como antiácidos ou uma mudança na alimentação.

Qual a composição?

Cada cápsula de omeprazol é contém: amido, polimetacrilicopoliacrilato de etila, carbonato de magnésia, dióxido de silício, fosfato de sódio dibásico, dióxido de titânio, hidróxido de sódio, hipromelose, hiprolose, polissorbato 80, sacarose, macrogol e talco. 

O mecanismo de ação do omeprazol se dá pela inibição da H+K+-ATPase, enzima que se localiza na célula parietal do estômago. Essa célula é a responsável por uma das etapas finais da produção do ácido a nível gástrico, no estômago. Sendo assim, o medicamento provê uma diminuição da acidez pela redução da secreção ácida basal e pelo estímulo da pentagastrina. 

A comercialização desse medicamento é feita em comprimidos de 10 mg, 20 mg ou 40 mg. É importante destacarmos, ainda, os nomes comerciais, que facilita a compra do medicamento nas drogarias. Os nomes mais conhecidos são:

  • Gastrium;
  • Loprazol;
  • Losec (Brasil e Portugal);
  • Meprazan;
  • Neprazol;
  • Omenax;
  • Omepramed;
  • Omeprazin;
  • Omeprotec;
  • Oprazon;
  • Prepazol;
  • Teutozol;
  • Victrix;
  • Uniprazol.

Quais os efeitos esperados?

O medicamento funciona por meio da inibição dos ácidos produzidos no estômago. Ele deve ser ingerido cerca de 15 minutos antes das refeições ou de acordo com as recomendações do médico. Desta forma, ele consegue surtir efeito antes das atividades do estômago se intensificarem e surgir o desconforto.

É preciso deixar claro, também, os efeitos colaterais. O omeprazol é um medicamento que possui poucos efeitos colaterais, fazendo com que ele seja amplamente utilizado. Entre os principais efeitos pode-se destacar: dores de cabeça, dores abdominais, enjoos, vômitos, flatulências, tonturas, prisão de ventre, reações alérgicas da pele, tosse, dor lombar e pneumonia. 

Há, ainda, alguns efeitos mais graves que atingem menos de 0,1% dos pacientes. Efeitos como nefrite intersticial, insuficiência renal crônica, osteoporose, diarreia pela bactéria Clostridium difficile, gastrite atrófica, hipomagnesemia (baixa de magnésia no sangue) e toxicidade hepática.

Quais os efeitos a longo prazo? 

Embora exista muita gente consumindo o omeprazol por um longo período, o uso prolongado pode acarretar algumas consequências para a saúde. Alguns estudos sugerem que ele dificulta a absorção de nutrientes pelo organismo. 

Apesar de há algum tempo ter surgido algumas reportagens e rumores sobre demência causada pelo uso prolongado do omeprazol, nada foi provado ainda. Portanto, até onde se sabe, este medicamento continua sendo um dos mais seguros para o consumo a curto, médio e longo prazo.

Há contraindicação?

Como todo medicamento, nem todo mundo pode tomar o omeprazol. Pessoas com alergias a medicamento inibidores da bomba de prótons, por exemplo, não podem consumi-lo. E, apesar de ser conhecido por sua segurança, não é recomendado para gestantes e lactantes, a não ser em caso de indicação médica.

Também recomenda-se ter atenção e reconsiderar o uso deste medicamento caso haja sintomas como:

  • Dor abdominal;
  • Dor de cabeça;
  • Diarreia;
  • Enjoo e vômito;
  • Gases;
  • Prisão de ventre;
  • Reações alérgicas na pele.

Deve-se destacar que a principal contraindicação do uso do omeprazol é o histórico do paciente em relação aos componentes do medicamento ou em casos de hipersensibilidade ao mesmo. Há, ainda, outros efeitos secundários do omeprazol, porém menos comuns. A bula deve conter a lista completa e as instruções sobre como proceder caso sinta alguns desses efeitos.

E interações com outros medicamentos? Há alguma?

Outra dica importantíssima quanto ao uso do omeprazol é a sua interação com outros medicamentos. Não é recomendado associá-lo com medicamentos que contenham clopidogrel e atazanavir como substâncias. Caso isso ocorra o paciente pode apresentar carência de magnésio no sangue e, em tratamentos prolongados, pode ocorrer a redução do nível plasmático do mineral, em tratamentos com digoxina. 

Além disso, deve-se destacar que pode haver a redução de alguns fármacos como: clopidogrel, antifúngicos (fluconazol, cetoconazol e itraconazol), mesalazina, micofenolato mofetil, indinavir, nelfinavir, bifosfonatos, rifamicina e fenitoína.

Por outro lado, os fármacos que podem ser potencializados são: metotrexato, anfetaminas, carvedilol, escitalopram, benzodiazepinas (diazepam), citalopram, ciclosporina, tacrolimos, varfarina e dabigratan.

É válido informar, ainda, que o omeprazol pode inibir o metabolismo de drogas que dependem do citocromo P-450 monoxigenase hepática. Quando for necessário administrar esses medicamentos em conjunto, o paciente deve informar o médico para que as doses sejam readequadas. 

Como tomar?

O omeprazol deve ser tomado, de preferência, em jejum. A dosagem e o tempo de tratamento dependem de cada caso. Sendo assim, procure um médico especialista antes de realizar uma automedicação. Ela pode ser extremamente prejudicial para o seu tratamento e, também, para o futuro. 

Dentre as principais doenças tratadas com o omeprazol destaca-se: úlcera duodenal, úlcera gástrica, refluxo gastroesofágico, síndrome de Zollinger-Elisson e azia recorrente. Para cada uma desses incômodos existe uma dosagem certa. 

Na úlcera duodenal e úlcera gástrica recomenda-se a ingestão de 1 comprimido de 20 mg por dia por 4 a 8 semanas. Já no refluxo gastroesofágico deve-se ingerir o mesmo comprimido por 4 semanas. 

No caso da síndrome de Zollinger-Elisson o ideal é o consumo de uma dose inicial de 60 mg, podendo ajustá-la para 120 mg, 3 vezes ao dia, mantendo o tratamento o tempo que for necessário. Já para azia deve-se tomar 1 comprimido de 20 mg por 14 dias.

O omeprazol é um excelente medicamento para combater irritações no estômago e trato digestório no geral. Mas, como todo remédio, é recomendável que se consulte um médico antes de começar um tratamento por conta própria. Ele vai ajudar a definir as doses ideais, frequência e vai prestar orientação no caso de haver efeitos indesejados ou caso o corpo não reaja como o esperado. 

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